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Os desafios e as mudanças na Indústria dos Contact Centerspara 2024 estiveram em debate no Porto

Os desafios e as mudanças que irão impactar o Setor dos Contact Centers em 2024 serviram de mote para a 6ª Conferência Internacional no Porto, organizada pela Associação Portuguesa de Contact Centers (APCC) que decorreu no passado dia 25, no Porto Palácio Hotel. Vários especialistas nacionais e internacionais trouxeram a este palco de debate temas pertinentes com que as Empresas desta Indústria se irão deparar no próximo ano. Alterações à legislação laboral, panorama económico menos favorável, aposta em IA e digitalização, outsourcing e gestão eficiente dos recursos humanos foram algumas das análises feitas nesta conferência onde estiveram presentes mais de 350 conferencistas.


A abrir a conferência Filipe Araújo, Vice-presidente da Câmara Municipal do Porto, lembrou a importância desta iniciativa, “vista como uma oportunidade para o desenvolvimento e inovação deste Setor no Porto. É uma cidade com uma forte capacidade empresarial, de espírito inovador que sempre foi capaz de atrair novas atividades ligadas a setores de valor acrescentado, como o tecnológico, que são responsáveis pela criação de valor, de conhecimento e de emprego.” Referiu-se ainda à região norte que “continua a atrair investimento estrangeiro e tem vindo a contribuir muito para o aumento da produtividade”.



Já no âmbito da temática da conferência, o contexto económico foi um dos focos nesta conferência. Segundo Cecília Meireles, Associada Sénior na CNMF e comentadora, o ano de 2024 vai ser marcado pela incerteza internacional, na sequência da guerra na Ucrânia e agora no Médio Oriente, a inflação que apesar de estar a abrandar vai continuar e os juros altos que vieram para ficar. Estes são três pontos fundamentais que vão ter impacto no contexto socioeconómico do país e, consequentemente, na atividade das Empresas. “A guerra na Ucrânia teve um impacto na energia e na alimentação e agora com a situação no Médio Oriente a tendência é que a situação seja cada vez mais preocupante, sobretudo no que toca ao preço do combustível. É preciso ter em conta que os bens e as mercadorias circulam pelo mundo usando energia, logo o aumento do preço da energia tem um impacto direto nos nossos bolsos, mas também tem um impacto indireto porque impacta toda a economia, todo o comércio internacional”, explicou a oradora, contextualizando a subida do nível de vida e as preocupações sociais que daí advêm. Cecília Meireles alertou ainda para “alguma incerteza jurídica, que no caso do Setor dos Contact Centers com a entrada em vigor da Agenda do Trabalho Digno já este ano se vai começar a sentir, principalmente com as questões que esta agenda levanta acerca da terciarização”.


Ainda sobre o contexto económico, Fernando Alexandre, Professor da Universidade do Minho e Vice-Presidente do Conselho Económico e Social, abordou a era da volatilidade, caraterizada pela guerra, Covid, alterações climáticas, entre outros fatores, que têm influência no desempenho da economia portuguesa. No contexto atual, para o ano prevê-se para Portugal um abrandamento mais forte do que no ano corrente. Segundo o especialista: “Isto acontece porque estamos no espaço da Zona Euro que é um espaço económico

de baixo crescimento há muito tempo e aquele que desacelerou mais rapidamente no contexto desta nova volatilidade”.


Também o impacto das alterações da legislação laboral no Setor dos Contact Centers, que naturalmente trará constrangimentos para esta Indústria, esteve em destaque, nomeadamente no que refere às alterações ao nível da terciarização dos serviços, do período experimental, dos contratos a termo e da contratação temporária, numa apresentação feita por Pedro Condês Tomaz, Associado Principal da CNMF.


Para aceder às fotos do evento e às apresentações dos Oradores, clique aqui: https://www.conferenciaapcc.org/porto2023/conferencia.html

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